Devo pedir demissão? Como e quando?

Você chegou em um momento na sua vida profissional que aquela empresa ou aquele cargo já não te motiva mais. Você se sente cansado o tempo todo, não aguenta mais lidar com os problemas no escritório e o pagamento parece não valer tanto a pena.

Insatisfação com o emprego é um problema mais comum do que você imagina. Todo dia, milhões de brasileiros pensam em largar o emprego e tentar algo novo. Mas, com a insegurança que a crise traz, pensar nisso é assustador. Arrumar um emprego ou montar uma empresa são movimentos arriscados e viver um tempo sobrevivendo da poupança é ainda pior, com o custo de vida cada vez mais elevado.

A verdade é que pedir demissão é correr riscos, mas um risco necessário. Algumas situações que você pode estar enfrentando no trabalho são demais para suportar e se você quer preservar a sua saúde mental, física e financeira, é melhor se preparar para essa mudança.

Nesse artigo vamos mostrar algumas das situações ruins que acontecem no ambiente de trabalho, dar dicas do melhor a se fazer nesses casos e se chegar o momento de realmente pedir demissão, mostrar a melhor forma de fazer isso.

Vamos lá!

Você se sente bem trabalhando?

Se sentir bem em seu emprego é o principal. Muitos são os problemas que podem te fazer pensar em pedir demissão, mas o principal sintoma é se sentir mal com o seu trabalho. Se é assim que você se sente, então é melhor tentar identificar o que te incomoda. Confira essa lista que fizemos, citando algumas dessas situações e propondo algumas soluções que podem ser tomadas antes de pedir demissão.

Más condições de trabalho

Falta de equipamentos adequados, aquela cadeira desconfortável ou má qualidade da internet, por exemplo, são fatores que sobrecarregam qualquer colaborador. Apesar de serem detalhes, esses problemas revelam um certo descaso com o funcionário.

Mas resolvê-los pode não ser tão complicado. Tente conversar com o seu chefe e mostre sua insatisfação. Além disso, venda o peixe! Convença-o de que aquele equipamento mais potente será um fator de sucesso para você e para o escritório inteiro! Afinal, isso vai permitir  que você trabalhe melhor, não é mesmo?

Ambiente social desagradável

Okay, ninguém se dá bem com todo mundo. Seja o seu chefe ou seu colega de equipe, é normal que haja problemas de vez em quando. Mas, se a convivência está desagradável e você não suporta ver aquela pessoa, algo está errado. Não importa de quem seja a culpa, o importante é tentar melhorar o ambiente, para o seu próprio bem.

Tente dialogar e resolver as suas pendências. Talvez, oferecer ajuda em alguma ocasião seja o suficiente para começar a melhorar o clima. Se isso não funcionar, peça uma mudança de time ou de setor, caso seja possível.

Desvalorização

Você tenta expor suas ideias nas reuniões, mas não é ouvido? É deixado de lado nas promoções e nem um elogio é dado a você?

Enfrentar desvalorização no ambiente de trabalho é algo bem complicado. Para lidar com isso você precisa de duas coisas: se dedicar bastante para fazer com que seus superiores te notem e conversar com eles e explicar o que te incomoda.

Falta de perspectiva

Esse é um problema pessoal. Você sente uma insatisfação sobre o caminho que sua profissão tomou e fica sem saber se o problema é a empresa ou a carreira que escolheu.

Mas lembre-se que nem sempre a sua profissão deve ser a realização da sua vida. Desenvolver um novo hobby pode te ajudar nesse dilema, por exemplo. Porém, se você está convencido de que o sucesso de sua carreira é o objetivo de sua vida, tente estabelecer metas, ler novas referências e aprimorar as suas habilidades profissionais.

Às vezes uma mudar de profissão seja o que você precisa, mas outras vezes somente ter um diferente ponto de vista sobre a sua carreira já seja o ideal.

Desmotivação

Desmotivação é a situação mais comum, porque ela pode estar associada com todos os outros problemas acima. Mas muitas vezes este problema é pessoal.

Buscar a ajuda de um psicólogo ou um coach pode te ajudar a entender o que te desmotiva. É a empresa? É a sua carreira? Ou são problemas externos que não tem ligação direta com o seu trabalho, mas afeta o seu desempenho mesmo assim?

Outras propostas de emprego

Por fim, talvez você nem esteja passando por um problema. Outras propostas de emprego estão atraindo a sua atenção e você está pensando em aceitar. Neste caso é importante pesar todas as variáveis, afinal, o salário nem sempre é o único fator a se considerar.

E se você também estiver insatisfeito sobre um dos tópicos acima, pense bem se este novo emprego não terá os mesmos problemas.

Essas soluções nem sempre terão sucesso e, algumas vezes o melhor a se fazer é, inevitavelmente, pedir demissão. Mas, um processo como este pode ser estressante tanto para o empregado quanto para o empregador. Continue lendo para saber a melhor forma e o melhor momento de realizar esse processo.

Qual o melhor momento para pedir demissão?

Você analisou todos os problemas e percebeu: “não tem como, preciso pedir demissão!”. Então, todas as dúvidas surgem e pior, o receio de fazer isso e ficar mal visto diante da empresa.

Lembre-se que esse processo é comum para todas as pessoas. O melhor a se fazer é encarar isso com muita responsabilidade. Comece informando os seus superiores com antecedência, inclusive dizendo os motivos de sua saída. Você não quer deixá-los na mão para procurar outro colaborador em cima da hora.

Além disso, o CLT, no o artigo 487, prevê o aviso prévio – um período de 30 dias que você deve trabalhar após  pedir demissão. Você receberá normalmente enquanto estiver trabalhando sob aviso prévio. Mas cuidado! Se você não trabalhar no aviso prévio, a lei prevê que você deverá pagar o valor de seu salário para a empresa.

Mas, você e seu empregador  podem entrar em comum acordo para que o aviso prévio não seja necessário e que não haja sequelas. De qualquer forma, o mais comum é que ele aconteça. O aviso prévio só não será necessário se você comprovar um novo emprego.

Após pedir demissão, quais são os meus direitos?

Ao pedir demissão, você acaba perdendo alguns direitos que só seriam garantidos caso você fosse desligado pela empresa, sem justa causa. Alguns deles são: seguro-desemprego ou o direito de sacar o FGTS. Mesmo assim, outros direitos ainda são concedidos. Veja a seguir:

  • Férias vencidas em anos anteriores, caso haja, paga em dinheiro;
  • Férias proporcionais aos dias trabalhados, paga em dinheiro;
  • Décimo-terceiro proporcional aos dias trabalhados, pago em dinheiro;
  • Dias trabalhados no mês de demissão, caso não haja cumprimento de aviso prévio; (acordado pelo empregado e o empregador ou quando há comprovação de novo emprego).

Após realizar todo o processo com tranquilidade e harmonia para as duas partes, é hora de focar no novo rumo de sua vida profissional. Seja lá o que for fazer – ir para um novo emprego, abrir o seu próprio negócio, estudar e mudar de área etc – faça de uma forma que os erros passados não se repitam! Essa é uma fase complicada, então certifique-se de que você tem um bom plano econômico e uma estratégia para avançar em sua carreira. Este é um momento muito importante da sua vida, que vai exigir muito esforço e paciência. Então, mãos à obra!

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