Mapeando a visão sistêmica

Em um mercado cada vez mais integrado, dinâmico e competitivo, demanda-se muito dos profissionais da gestão o desenvolvimento de competências para renovação contínua do modelo de negócio da empresa. Dentre várias, fala-se muito sobre a visão sistêmica, uma habilidade cada vez mais relevante nos modelos de negócio contemporâneos.

O entendimento conceitual desta aptidão é simples. Geralmente, escutamos definições como: ter visão sistêmica é enxergar a empresa como um todo. Ou: é entender a correlação e interdependência entre todas as áreas. Porém, poucos profissionais conseguem visualizar de forma prática e objetiva como o “sistema” cria interdependências e correlações.

Para os administradores de negócios que acompanham o blog da Mastermaq e se interessam por aprimoramento contínuo, apresentarei, nos próximos artigos, como montar esse quebra-cabeça empresarial utilizando detalhes doBusiness Model Canvas, ferramenta para mapeamento de modelos de negócio, mundialmente conhecida e sustentada pelo seu uso em empresas como 3M, Xerox e Intel.

O Canvas, em resumo, consiste em uma estrutura pré-formatada com 9 blocos que auxilia a empresa a desenhar, discutir e aprimorar constantemente seus modelos estratégicos e operacionais com uma visão integrada. Veja abaixo a estrutura dos blocos:

Segundo Alexander Osterwalder, idealizador deste modelo, sugere-se a discussão e construção do Canvas respeitando a seguinte ordem:

1) Segmentos de Clientes (Customer Segments);

2) Proposição de valores (Value Propositions);

3) Canais de comunicação (Channels);

4) Relacionamento com o cliente (Customer Relationship);

5) Fluxo de receitas (Revenue Streams);

6) Recursos-chave (Key Resources);

7) Atividades-chave (Key Activities);

8) Parceiros-chave (Key Partners);

9) Estrutura de custos (Cost Structure).

Seria muito extenso tratar todos os blocos com a riqueza de detalhes que merecem em uma primeira conversa. Portanto, neste momento apresentarei uma breve síntese de cada um e aprofundarei em suas especificidades nos próximos três artigos.

A seguir, veja quais são as possíveis utilidades das discussões em cima de cada ponto:

Segmentos de Clientes: definir critérios para entender quem, como e quantos são os clientes que interessam ao seu negócio. Isso ajudará a empresa a direcionar melhor seus recursos, seu marketing e sua produção.

Proposição de valores: colocar à vista o que ideologicamente a empresa propõe entregar aos clientes para, consequentemente, avaliar se é isso que está ocorrendo de fato. Assim, é possível verificar a sinergia entre o que é entregue ao mercado e o que o mercado espera da sua empresa.

Canais de comunicação: esclarecer, a partir do seu público alvo, quais são os canais ou estratégias de comunicação que levarão a sua informação ou produto até a “porta da casa” do seu cliente.

Relacionamento com o cliente: entender quais métodos de relacionamento podem causar um impacto positivo a respeito da sua empresa na visão do cliente. Esse fator ajudará a fidelizar clientes e a promover sua marca.

Fluxo de receitas: pontuar se sua estratégia de vendas e recebimento está adequada para suportar a sua estrutura de custos e se condiz também com as expectativas do seu cliente.

Recursos-chave: analisar todos os recursos impreteríveis para a sua operação (pessoas, instalações, finanças, etc) e compreender qual o impacto de cada um deles no alcance dos objetivos da empresa.

Atividades-chave: analisar e identificar quais atividades são críticas para a operação do seu negócio. A discussão em cima desse ponto promoverá a busca pela excelência operacional.

Parceiros-chave: entender quais são os parceiros com os quais você se relaciona (ou deve se relacionar) e o grau de interesse ou poder que os mesmos exercem sobre o negócio. Esse ponto apoiará o direcionamento de estratégias de relacionamento conforme relevância para o negócio.

Estrutura de custos: Detalhar e rever sua estrutura de custos, fazendo a gestão em consonância com a sua estratégia de mercado, que pode ser, por exemplo, eficiência operacional ou diferenciação de mercado.

Por fim, espero que ao final desta série de quatro artigos você possa responder, com clareza e assertividade, inúmeros questionamentos a respeito do modelo de negócio que gerencia e levá-lo a um patamar de referência!

Mastermaq

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