Gestão tributária nas empresas: 7 dicas para descomplicar

Além de uma das maiores cargas tributárias do mundo, o Brasil também lidera os rankings de complexidade no assunto. Por isso, a gestão tributária nas empresas é necessária e valorizada, principalmente por instituições que têm planos ambiciosos de crescimento e desenvolvimento no país.

Um processo bem implementado dá tranquilidade aos responsáveis pela gestão, pois ajuda a evitar problemas com o fisco e a justiça. Separamos 7 dicas para descomplicar essa prática para você.

Quer entender de uma vez por todas porque a gestão tributária é tão importante para o sucesso da empresa dos seus clientes? A gente te ajuda, confira o nosso artigo do dia!

1. Conheça a legislação

Para começar a gestão tributária nas empresas, é fundamental estar por dentro da legislação que se aplica a cada uma delas. É por meio desse estudo que você vai conhecer as obrigações contábeis, tributárias e todos os processos que devem ser cumpridos para manter a empresa funcionando.

A legislação brasileira passou por mudanças recentes, muitas delas relacionadas às declarações que devem ser feitas ao fisco. O processo foi informatizado e ainda gera algumas dúvidas para muitos profissionais. Esteja atento para as novidades, pois toda a operação das empresas pode ser colocada em risco!

2. Faça o planejamento tributário

Cada empresa é submetida a uma carga tributária diferente, que varia de acordo com o regime escolhido, o porte, o faturamento, o estado e até a cidade onde a instituição está sediada. E tem mais: a legislação tributária brasileira é considerada uma das mais complexas atualmente.

Por isso, um planejamento tributário bem estruturado é uma obrigação para qualquer empresa que deseja crescer. Esse planejamento deve envolver, além da escolha apropriada do regime tributário:

  • Controle dos livros fiscais;
  • Previsões de faturamento;
  • Estimativas de lucro;
  • Levantamento de custos fixos e variáveis.

Assim, você consegue planejar com antecedência qualquer retirada de dinheiro do caixa e cumprir suas obrigações fiscais sem receio de prejudicar o orçamento.

3. Escolha o regime tributário adequado

Como dissemos no item anterior, planejamento é tudo! A escolha do regime tributário é um momento crucial para o planejamento e deve ser feita levando em conta dois pontos: o atual cenário da empresa e as expectativas de crescimento em médio prazo.

Com os dados de faturamento da empresa, é possível verificar em que regime ela se enquadra melhor. São três:

Simples Nacional

O Simples, como o nome diz, é um tipo de regime simplificado. Ele une 8 tributos em uma única taxa: os impostos pagos à federação (IRPJ, CSLL, COFINS, PIS e IPI), aos estados (ICMS), municípios (ISS) e à previdência social (INSS).

Pelo Simples, as micro e pequenas empresas (MPEs) podem gerenciar seus tributos com mais facilidade, além de reduzir a burocracia e os custos envolvidos em obrigações trabalhistas. Porém, o cadastro no Simples Nacional é limitado a instituições que faturem até R$3,6 milhões por ano, e há casos em que os estados limitam mais ainda esse faturamento.

Lucro Presumido

Para empresas que não se enquadram no Simples e faturam até R$78 milhões anualmente, esse regime é o mais adequado. Nesses casos, os tributos serão calculados com base na legislação, que determinará um lucro presumido como base de cálculo.

Lucro Real

As empresas que ultrapassam o lucro de R$78 milhões anuais, encaixam-se no regime de Lucro Real. Aqui, costumam estar as grandes indústrias, que têm custos altíssimos de manutenção. Para elas, a tributação incide sobre o lucro real, apurado pela própria instituição.

Escolha qual regime é o mais adequado para o tipo de empresa do seu cliente e conheça todas as obrigações relacionadas a ele. Assim, você ajuda seu cliente a não receber punições ou cobranças indevidas.

4. Aproveite créditos e benefícios fiscais

As PMEs que estão inscritas nos regimes de Lucro Real e Lucro Presumido têm acesso a alguns benefícios fiscais. Um deles é o estorno dos valores pagos em tributos, que podem ter como base os pagamentos do PIS e Cofins ou do ICMS e IPI, respectivamente.

Existe também a possibilidade de conseguir isenções tributárias ou reduções nas alíquotas que dependem de uma série de fatores locais e legais. Investigue se a empresa do seu cliente se enquadra em algum desses casos, pois receber esses benefícios pode reduzir bastante a fatia do orçamento destinada aos tributos.

5. Use um software de gestão

A tributação no Brasil se modernizou bastante nos últimos anos, sendo a adoção das notas fiscais eletrônicas e do SPED os maiores exemplos das mudanças. Nesse cenário, é esperado e incentivado que as empresas sigam o movimento e informatizem sua gestão tributária.

Para essa missão, o passo que recomendamos é que você use um software de gestão. Os produtos mais modernos oferecem módulos completos, que automatizam desde as tarefas mais simples, como a organização de dados, até as mais complexas, como as escriturações fiscais.

Os dias dos livros físicos chegaram ao fim! Com um bom sistema de gestão é possível não apenas otimizar os processos, mas também proteger os dados envolvidos na gestão. Antes de adotar um software, não se esqueça de verificar se o produto está em conformidade com a legislação atual!

6. Implemente a governança tributária

Governança tributária é um termo que une todos os esforços para cumprir as obrigações fiscais da maneira mais adequada possível, com o objetivo de melhorar a gestão tributária nas empresas. São algumas das práticas mais comuns:

  • Respeito aos padrões estabelecidos pela legislação nacional e às normas de instituições de renome no segmento tributário;
  • Valorização de princípios morais e éticos para nortear o cumprimento das obrigações tributárias;
  • Preocupação com a reputação pública da empresa junto a colaboradores, parceiros, clientes e comunidade;
  • Compreensão de que toda e qualquer vantagem obtida ilegalmente não beneficia à empresa como um todo e, por isso, a prática não deve ser encorajada.

Portanto, a governança tributária é esse conjunto de responsabilidades que a empresa assume e que devem guiar as ações de planejamento tributário. Se o seu cliente ainda não aderiu a essa prática, é uma ótima ideia  para sugerir!

7. Realize auditorias com frequência

Por mais que o planejamento tributário seja feito com cuidado, erros e inadequações nos pagamentos e declarações ao fisco são mais comuns do que gostaríamos. Para essa questão, as auditorias são a solução ideal.

Uma auditoria bem conduzida revela aos seus clientes todos os problemas envolvidos na gestão tributária nas empresas, desde o descumprimento de normas legais até inadimplências e entraves nos processos e rotinas. Dessa forma, as auditorias são a melhor maneira de identificar pontos problemáticos na gestão e serão o primeiro passo na implementação das mudanças necessárias.

O que achou das nossas dicas sobre gestão tributária nas empresas? Como você lida com o tema? Conte para a gente nos comentários!

 

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