Criptografia em aplicativos: como ela protege os usuários?

Entenda como a criptografia protege os usuários tanto no dia a dia, no uso de aplicativos como em outros locais online.

29 de setembro de 2020

Muito se fala sobre a segurança dos nossos dados e como devemos protegê-los. Alguns aplicativos, como o Whatsapp por exemplo, oferecem a criptografia de ponta a ponta, que codifica a troca de mensagens tornando o ambiente seguro e permitindo que somente o remetente e destinatário tenham acesso ao conteúdo das mensagens trocadas no app.

Anteriormente aqui no blog, já explicamos o que é a criptografia, como surgiu e onde ela está presente. A leitura de hoje é para entender a criptografia utilizada em aplicativos como o Whatsapp, saber exatamente o que é e qual a sua função dentro deste aplicativo.

Vamos lá?

Como funciona a criptografia?

Aqui neste artigo já explicamos que a criptografia surgiu para codificar e decodificar dados, tendo sido utilizada desde os povos antigos na civilização. Uma vez que uma mensagem é criptografada, você também precisa da chave correta para decodificar o conteúdo. Para isso, existem dois tipos: a criptografia assimétrica e a criptografia simétrica.

A partir dela, a segurança dos dados é ampliada, protegendo sua privacidade e seus dados sensíveis, garantindo sua propriedade intelectual.

Como a criptografia protege os usuários?

É simples: pelo “embaralhamento” das informações, tornando-as ilegíveis e só revelando o seu real conteúdo àqueles que possuem a chave para decodificar a mensagem. Portanto, os dados não conseguem ser lidos por qualquer pessoa.

Pensando nisso, a criptografia não é algo que deve ser ativado somente quando você precisa proteger alguma coisa. Estudiosos da área, como Bruce Schneier, criptógrafo e especialista em segurança e privacidade, já afirmaram que este recurso funciona melhor se utilizado de forma automática, ativada para tudo como um padrão.

Você consegue notar, por exemplo, quando um site utiliza o protocolo HTTPS, o que significa que aquela conexão reduz significativamente o risco de roubo de dados, pois está criptografando tudo o que é compartilhado ali. Mas lembre-se: reduzir significativamente não é garantia absoluta! Fique atento quando precisar de compartilhar dados bancários e pessoais na internet.

Qual a função da criptografia nos aplicativos?

 Você já deve ter notado no seu whatsapp um símbolo de cadeado ao iniciar a conversa, com a seguinte mensagem: “As mensagens e as chamadas são protegidas com a criptografia de ponta a ponta e ficam somente entre você e os participantes dessa conversa. Nem mesmo o Whatsapp pode ler ou ouvi-las. Toque para saber mais”, certo? Mas muitos usuários ainda têm dúvidas sobre o que isso se trata e se realmente é protegido. Por isso, vou te explicar como ela funciona, vamos lá?

Cada usuário do Whatsapp possui dois tipos de chave de acesso: uma pública, disponível para todos, que é responsável por criptografar a mensagem e uma privada, que é diferente para cada um dos usuários do app e serve para decodificar as mensagens recebidas.

Um usuário X envia uma mensagem para o usuario Y. O processo parece simples, mas envolve toda uma tecnologia por trás.

Essa mensagem é codificada automaticamente através da chave pública do destinatário, a qual mencionei acima. Só após essa codificação é que a mensagem chega ao servidor do Whatsapp. Ainda que os servidores do aplicativo sejam invadidos, o conteúdo da mensagem estará protegido e será impossível decifrá-lo!

Quando o usuário Y recebe a mensagem, sua chave privada decodifica o conteúdo e mostra na tela do celular do usuário. Assim, quando ele responder a mensagem, o processo se repete através da chave pública, para enviar e da chave privada, para receber.

Ou seja, todo esse processo impede que invasores e hackers acessem o conteúdo da mensagem durante o trajeto entre o servidor do whatsapp e o recebimento pelo usuário Y. Apenas os usuários X e Y terão acesso aquela mensagem e, por isso, é chamado de “ponta a ponta”. Interessante, não é mesmo?

A criptografia está presente em todos os aplicativos?

Nem todos os aplicativos podem te oferecer a segurança de uma criptografia de ponta a ponta. As SMS que temos disponíveis em nosso aplicativo de mensagens no telefone, por exemplo, não conta com essa ferramenta de segurança.

No entanto, a criptografia se tornou uma tendência em aplicativos de comunicação nos últimos tempos. Apps como o Messenger e o Telegram também utilizam essa proteção.

Por existir a possibilidade de vazamento de dados, principalmente quando se utiliza redes de wifi abertas, é preciso contar com essa segurança não só em apps de comunicação, mas também nos bancários por exemplo. Ao se utilizar desse recurso, os aplicativos tem sua qualidade elevada e garantem credibilidade com os seus usuários.

Onde mais a criptografia está sendo utilizada?

Um dos exemplos de onde você pode encontrá-la é a partir do armazenamento em nuvem. Por conter uma quantidade considerável de dados sensíveis, é importante estar atento para softwares que além de guardarem seus arquivos e dados importantes, também contam com uma proteção e assegurem sua integridade. Um deles, por exemplo, é o MBackup, que conta com um sistema de criptografia forte. Você pode saber mais sobre ele clicando aqui.

Um outro local conhecido pelos contadores e que precisa da criptografia para tornar o processo mais seguro é a aplicada em assinaturas digitais.

 

Bom, como você pôde notar, é de extrema importância contar com a criptografia para manter seus dados e os dos seus clientes seguros. É importante lembrar, contador, que você não precisa saber tudo sobre o assunto, e que este material serve apenas para explicar como ela atua tão próxima de nós em nosso dia-a-dia. Quer entender mais sobre a proteção de dados? Leia nosso artigo sobre o assunto e como adequar o seu escritório.

Escrito por

Julia Martins - Analista de Mídias Sociais

Júlia é graduada em Relações Públicas, pós-graduanda em Comunicação Digital e Mídias Sociais e possui certificações em Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing. Atua como Analista de Mídias Sociais na Mastermaq.

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